Não é preciso ir muito longe para encontrar uma biblioteca comunitária. Às vezes, ela pode estar inserida na própria Universidade. É o caso da Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ, projeto de extensão do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) que atende os moradores da Vila Residencial, no campus Cidade Universitária (Fundão).

O projeto é realizado por professores e alunos do curso e está inserido no “Programa de Inclusão Social – Vila Residencial da UFRJ”, um programa de extensão universitária com diversos projetos de extensão, em parceria com a Associação de Moradores e Amigos da Vila Residencial da UFRJ (AMAVILA).

A ideia é que o projeto construa uma biblioteca comunitária na Vila Residencial da UFRJ. Enquanto o espaço físico não existe, o projeto realiza o evento "Biblioteca a céu aberto", no segundo sábado de cada mês, que consiste na disposição de estantes de livros, atividades de mediação de leitura, contação de histórias e empréstimos de livros. O evento vai das 10h às 14h.

As professoras Patrícia Mallmann S. Pereira e Nadir Ferreira Alves são, respectivamente, coordenadora e vice-coordenadora do projeto, que conta com a participação voluntária de outros professores e alunos de Biblioteconomia da UFRJ.

Confira algumas fotos do projeto retiradas de sua página no Facebook:


Procurado por nossa equipe, o aluno e voluntário do projeto Gabriel Teixeira relatou sua experiência na Biblioteca Comunitária na Vila:

Foto: Letícia Machado

"Oi amigxs maravilhosos, eu sou Gabriel Teixeira e vou ingressar no 7º período do CBG. Parece que tá chegando ao fim, né não? Mas antes preciso confidenciar a vocês minha experiência como voluntário num projeto incrível e como isso mudou a minha vida.
Primeiramente, fora Temer! Em segundo lugar, lutar pela causa que a gente defende, trabalhar com um sorriso de ponta a ponta no rosto, entregar-se de corpo e alma intensamente por um objetivo que visa transformar a vida de muitas pessoas e ainda receber milhares de sorrisos por isso, abraços apertados cheios de afeto e até um "você é importante pra mim", é o que me faz amar a atividade como voluntário no Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ.
É lindo! Já vou logo adiantando, viver por esse projeto é lindo! No começo da graduação, eu pouco dava importância aos projetos de extensão e nem sabia direito o que significam. A maioria das disciplinas me foram pesadas sem cor e sem amor. Até que após “Biblioteca, Informação e Sociedade”, ministrada pela professora Lúcia Fidalgo no meu segundo período, ali por 2014, eu pude perceber o quanto o bibliotecário é importante e o poder que a leitura e a informação podem exercer. Foi como se um facho de luz colorido tivesse entrada pela porta da Biblioteconomia e tivesse me absorvido junto com as páginas dessa história que agora é emocionante.
Foi então, que comecei a pesquisar por projetos que tivessem ligados a temática de leitura, mediação e contação de história. A Cristiana Siqueira, minha grande amiga e que está na mesma turma que eu, a 2014.1, entrou nessa junto comigo. No entanto, ela já tinha informação do Projeto Biblioteca Comunitária na Vila Residencial da UFRJ, por contato com os professores envolvidos.
Este projeto objetiva a construção de um biblioteca comunitária na Vila Residencial e que sirva de um espaço democrático e de fomento à leitura, ao lazer, à cultura e o acesso à informação.
Depois de um convite da Cris, que nessa altura já frequentava o projeto, que funcionava com a prática da atividade da Biblioteca a Céu Aberto todo segundo sábado de cada mês, pude prestigiar o último encontro de 2015, o de natal. Prestigiar? Não somente, já cheguei pondo a mão na massa, me envolvendo, ajudando a atividade acontecer, maravilhado com todo o brilho no olhar das pessoas que ali estavam, sentindo toda aquela energia contagiante. Desse diante eu decidi “já sou parte disso, eu vou ser voluntário desse projeto!”.
E não deu outra, agora em dezembro de 2016 completo 1 ano de voluntário e isso transformou minha vida.  Não sou o mesmo. Meus horizontes, minha visão política enquanto cidadão e enquanto universitário se expandiram. Aprendi que cada história é uma riqueza que merece ser ouvida. Percebi o quão humano podemos ser nas relações e o poder do diálogo, da amizade e da confiança. Vi e vivi na prática o quanto a informação e o acesso são importante para transformação das pessoas, de um meio, de um local.
Sou feliz na Vila. Sou grato por fazer parte de um projeto que compõe o Projeto de Inclusão Social da Vila Residencial. Saio de casa cantarolando, disposto, aos sábados de manhã, lá pelas bandas do Fundão, a contribuir para que o pessoal da Vila viva seu momento de diversão, de lazer, de acesso e cultura. Mas tudo isso pelo carinho, pelo afeto mútuo e o brilho do olhar que converte em gratificação.
Foi um ano tenso na política e no mundo, muito desamor e dissabores, porém foi ano de muito sucesso para o projeto. A gente ganhou sala para instalar a biblioteca, fizemos mutirão, fomos finalistas em concurso de promoção, começamos a fazer um estudo de comunidade, ampliamos pra dois sábados ao mês as atividades nas Vila, estivemos na SIAC. A falta de apoio e de recursos que tende a ser muito desmotivador, não nos amedronta, a gente segue lutando. Afinal, Biblio é muito amor, Biblio é luta, Biblio é presente!"

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